terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Hora de emagrecer...

Depois de ter emagrecido 11 kgs, engordei o que eu havia emagrecido e mais um pouco. Entrei na obesidade grau 1, pela primeira vez na minha vida!!!!!! A residência, minhas frustrações, minha inaptidão para encarar os problemas de frente, o momento em que comecei a me evitar, tudo contribuiu para perder o controle de vez. Só que cansa a baixa auto-estima, a briga com o espelho e se achar a última das mulheres. E resolvei dar a volta por cima, mais uma vez. Recomecei tudo de novo. Demorei uns 3 meses para ter coragem para começar. Começos são tão difíceis quanto términos. E aqui estou novamente.
Em um mês já foram 5 kgs. O que já é uma grande vantagem considerando o natal e o reveillon no meio do caminho. Hoje comecei os exercícios físicos. Para quem corria 5 quilômetros em 30 minutos, tive que me satisfazer com meus 2,5 no mesmo tempo. Nada como um passo de cada vez. Quem sabe assim eu retomo minha vida, minha vaidade, minha auto-estima.

domingo, 1 de janeiro de 2012

E chegou 2012!

Blog abandonado há muito tempo!! O ano 2011 passou e nem posso reclamar não. Foi um ano dedicado para a vida profissional, para dar um jeito nessa parte da minha vida. Adoro o que faço. Residência médica é difícil, cansa e dá vontade de chutar o balde muitas vezes. Mas tem as vantagens também. E ela termina, no meu caso daqui 2 anos (ainda). Viajei bastante ao redor do mundo! Mas dessa vez sem affair internacional!
E para variar continuo dando soco na parede na procura do homem ideal (isso existe?!). Tem um fantasma que sempre volta. Mas não volta chutando a porta como deveria fazer, mas sempre só colocando a cabeça na porta para ver o que está acontecendo! Não tive muitas outras novidades. Só minha aventura básica anual que deve sempre existir para me lembrar que eu existo. Dessa vez com um de 20 anos... demorei para digerir a história. Não me arrependo e ainda pretendo repetir a dose.
Também quebrei a cara com um de 38... o que reforça o pensamento, do que adianta idade?!
Agora só espero que 2012 tenha mais novidades no campo afetivo, porque começo a pensar que sou uma frigideira!!!

sábado, 9 de julho de 2011

Diálogos que só acontecem comigo...

No msn com um ex-peguete:

- Oi minha linda! Tudo bem?
(diálogo repleto de "small talk" quando surte a seguinte pergunta)
- Está onde agora
- Estou em casa.
- Vai trabalhar hoje?
- Não, não... consegui sair mais cedo do hospital, mas não trabalho a noite durante a semana. Mas por que o interesse? (nesse momento crente que ia surgir um convite interessante, eis que leio a seguinte frase)
- Ah... é porque vou fazer um teste online da empresa X e queria ver se você poderia me ajudar caso eu tivesse alguma dúvida.
Nesse momento imaginem minha cara de desilusão. Nunca aconteceu de eu achar ruim alguém me "elogiar" de inteligente. Mas nesse caso eu preferia outra coisa... enfim... mais um caso para os fatos que só acontecem comigo!!

domingo, 3 de julho de 2011

E a vida continua...

Quase 2 meses sem escrever aqui. Posso culpar a vida corrida ou a falta de acontecimentos bombantes. Continuo ralando muito na residência médica. Agora sem tanto desespero e mais confiante das coisas que já aprendi. Continuo uma solteira inveterada. Mas dessa vez sem me enfiar em relacionamentos desastrosos. Tem dias que a carência entra chutando a porta, mas como a vida não para, engulo o seco e espero ela passar. O  medo de nunca encontrar alguém sempre existe. E quando ele fica mais forte, sempre aparecem os amigos e as viagens incríveis, dessa vez para o caribe. A questão não é bem encontrar ou não um par afetivo, mas ter boas companhias, sejam elas amores ou amigos. E assim a vida continua... no momento, sem muitas análises válidas, grandes acontecimentos que mudam o rumo da vida ou filosofias.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Batalhas diárias

Minha vida, ultimamente, tem sido composta basicamente por desafios diários. Acordar ás 5h da manhã, trabalhar 12, 13, 14 horas direto, cirurgia atrás de cirurgia e ainda chegar em casa e estudar para sobreviver às sabatinas dos preceptores. E, mesmo assim, tem sido muito bom! Esqueço do mundo dentro do bloco cirúrgico. Me envolvo tanto com aquilo que não me lembro dos meus dramas pessoais, dos problemas, das dificuldades. E minha dedicação está rendendo frutos. Na última semana recebi vários elogios, vindo de pessoas diferentes, todos os dias. Elogios que compensam certas coisas que acontecem que até agora eu não sei bem como reagir. Como alguém chegar para você e dizer: "você é uma pessoa desprezível. D-E-S-P-R-E-Z-Í-V-E-L!". Um dos insultos mais graves que já recebi na vida, juntamente com o "você não é boa o suficiente, criativa o suficiente, instigante o suficiente" e que me machucaram muito.
O que eu fiz para merecer isso? Simplesmente por agir com uma terceira pessoa como ela sempre agiu comigo, com falta de consideração, respeito e compromisso. O que fez uma segunda se sentir muito ofendida com isso, a ponto de me jogar na lona desse jeito. Como reagir?! Eu não sei... no momento só estou tentando respirar fundo enquanto eu vejo o telhado desabar na minha cabeça.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Deu a louca...

Acho que ultimamente estou tendo pequenas crises de raiva contra as pessoas. Não são todas, mas algumas. Lembro daquele filme "27 dresses", em que a protagonista, em um certo momento, desconta anos de raiva enrustida em um episódio meio trágico. Talvez seja isso, anos de comportamento padrão, a típica boazinha, que nunca fez nada de errado, que sempre cumpriu com suas tarefas. Talvez seja cansaço do comportamento abusivo de algumas pessoas durante muito tempo. Abusos que foram se acumulando, acumulando e hoje me deixam com uma raiva, uma revolta que não consigo manter dentro de mim. Raiva que me faz, em alguns momentos, descontar em quem não merece. Em situações que não condizem com a origem do sentimento. Em outros momentos, um sentimento que me faz ser implicante com algumas coisas e algumas pessoas. Sem mencionar quando surge um sentimento de repulsa a certas pessoas. Do tipo, "eu não me importo mais". Pode cair um meteoro em cima da pessa que não vai fazer a menor diferença. Talvez eu só esteja cansada demais de ser tratada como lixo por alguns. Decepcionada demais. E esse jeito foi a forma que encontrei para reagir, de alguma forma. Talvez não tenha sido a melhor maneira. Nesse caso, resta engolir o seco, colocar um pseudo-sorriso no rosto, fingir que está tudo bem e praticar um pouco de hipocrisia pelo bem da harmonia do universo ou pelo menos da sua casa.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Da série: "Isso só acontece comigo"

Estava em um dia que queria ficar em casa, debaixo das cobertas, vendo filmes e comendo pipoca. Mas depois da insistência louca de uma amiga, acabei saindo para a night. Apesar de desanimada, por causa das músicas e de um pouco de álcool, me esbaldei de tanto dançar. Sem olhar para os lados, não queria ninguém aquela noite. Lá pelas tantas, ao caminhar em direção ao bar, eis que aparece do nada na minha frente, com um "oi querida!" mais deslavado desse mundo, o "Lerdo-mor". Olho para cara do sujeito, com ar de séria, me desvio dele e continuo o meu caminho até o bar. Claro que ele veio atrás perguntando o que tinha acontecido. Eu, com um ar de brincadeira, digo que desde a semana passada estava com raiva dele e dei mais algumas indiretas (devia ter ficado calada, mas com um pouco de bebida na cabeça, não consigo me segurar!). Ele ainda jogou um pseudo-charme, me apresentou para as amigas dele e ficou estacionado do meu lado até a hora em que eu e minhas amigas decidimos ir embora, o que não demorou muito a acontecer. Não preciso nem dizer que depois disso eu murchei. Acabou com minha espontaneidade e com minha alegria da noite. E era a primeira vez que ele ia nesse lugar! Falar a verdade... sou campeã para encontrar ex-peguetes onde menos espero. Pelo menos dessa vez o amor-próprio falou mais alto e peguei minhas coisas e segui meu caminho sem dar a menor bola ou importância. Mas fiquei chateada! É quando me lembro do que eu já me submeti para "conquistar" um cara. E não preciso disso. Definitivamente, mereço ser tratada melhor. Começando por não aceitar certos comportamentos, como os do "Lerdo-mor". Não vou negar que em um certo ponto pensei em ficar com ele, mas me lembrei da conversa que havia tido durante a tarde com a Ana. Justamente sobre esses caras que, mesmo não merecendo, continuamos dando o benefício da dúvida simplesmente por causa da carência. Não foi dessa vez... Devia estar me sentindo melhor por ter tomado a decisão correta, mas sejamos sinceros, a sensação que resta é de pura e completa frustração.