Estava em um dia que queria ficar em casa, debaixo das cobertas, vendo filmes e comendo pipoca. Mas depois da insistência louca de uma amiga, acabei saindo para a night. Apesar de desanimada, por causa das músicas e de um pouco de álcool, me esbaldei de tanto dançar. Sem olhar para os lados, não queria ninguém aquela noite. Lá pelas tantas, ao caminhar em direção ao bar, eis que aparece do nada na minha frente, com um "oi querida!" mais deslavado desse mundo, o "Lerdo-mor". Olho para cara do sujeito, com ar de séria, me desvio dele e continuo o meu caminho até o bar. Claro que ele veio atrás perguntando o que tinha acontecido. Eu, com um ar de brincadeira, digo que desde a semana passada estava com raiva dele e dei mais algumas indiretas (devia ter ficado calada, mas com um pouco de bebida na cabeça, não consigo me segurar!). Ele ainda jogou um pseudo-charme, me apresentou para as amigas dele e ficou estacionado do meu lado até a hora em que eu e minhas amigas decidimos ir embora, o que não demorou muito a acontecer. Não preciso nem dizer que depois disso eu murchei. Acabou com minha espontaneidade e com minha alegria da noite. E era a primeira vez que ele ia nesse lugar! Falar a verdade... sou campeã para encontrar ex-peguetes onde menos espero. Pelo menos dessa vez o amor-próprio falou mais alto e peguei minhas coisas e segui meu caminho sem dar a menor bola ou importância. Mas fiquei chateada! É quando me lembro do que eu já me submeti para "conquistar" um cara. E não preciso disso. Definitivamente, mereço ser tratada melhor. Começando por não aceitar certos comportamentos, como os do "Lerdo-mor". Não vou negar que em um certo ponto pensei em ficar com ele, mas me lembrei da conversa que havia tido durante a tarde com a Ana. Justamente sobre esses caras que, mesmo não merecendo, continuamos dando o benefício da dúvida simplesmente por causa da carência. Não foi dessa vez... Devia estar me sentindo melhor por ter tomado a decisão correta, mas sejamos sinceros, a sensação que resta é de pura e completa frustração.